
Temos observado que os desafios que a economia americana vem enfrentando têm fomentado as relações comerciais entre os países emergentes, ou seja, aquela idéia que países pobres exportam para os países ricos é coisa do passado. O comércio entre Brasil, Russia, Índia, China (BRIC) e outras economias emergentes nunca esteve tão aquecido.
O resultado dessa relação comercial entre as economias em desenvolvimento tem sido aumento do consumo doméstico e principalmente dos investimentos em infra-estrutura.
O lucro de algumas multinacionais americanas no quarto trimestre surpreendeu até mesmo os mais otimistas, ao verificarem que o bom desempenho de suas sucursais nos países emergentes contrabalanceou perdas no seu país de origem.
Ainda: mesmo que os preços das commodities (que representam grande parte da pauta de exportação dos BRIC) enfraqueçam, diminuido assim as receitas provenientes das vendas externas, alguns países em desenvolvimento, por terem se tornado credores líquidos, têm agora muito mais espaço para ações de política fiscal ou monetária.
Dito isso, é importante salientar que, mesmo que a teoria do descolamento esteja se confirmando não quer dizer que a crise americana não trará nenhum impacto ao resto do mundo, ou ainda, que os emergentes salvarão a economia global de um possível desaquecimento. Para mais detalhes sugerimos a leitura do nosso post de 21 de dezembro de 2007, entitulado "Para um bom 2008".





